Posts de Agosto, 2007

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O ídolo das origens

31-Agosto-2007

O “ídolo das origens” é um conceito histórico, hoje ultrapassado, que consiste em sempre buscar a origem de algo, identificar o pioneiro, o precursor, o inventor, o “desbravador”, e tendia sempre, nos exemplos citados, à exaltação dos grandes feitos desse pioneiro, precursor, etc. Mas a crítica que se fez, partiu da simples identificação de que sempre há algo anterior, de que se pode colocar um alfinete na cronologia ou “linha do tempo”, para demarcar o ínicio de algo, e ainda assim haverão acontecimentos anteriores. E é nesse ponto que eu quero chegar. Os “pioneiros”, que marcaram a história com suas vidas transmitindo a vida de Deus, na maioria das vezes não se preocupavam que futuramente iriam ser lembrados como tal, nem sequer se consideravam assim, antes, tinham como fundamento que sempre há uma causa primeira, Deus (1Jo 4.19). Na verdade, não sem grandes lutas, firmaram isso em suas vidas, de que não criaram nada, de que tudo veio, vem e virá Dele para sempre. Reconheciam-se tão pequenos diante da grandiosidade da criação que não ousavam achar-se na posição de criadores. Para citar exemplos, começo com a Reforma Protestante; erroneamente creditamos aos “reformadores” a criação de um movimento opositor ao papado, e citamos nomes como Lutero, Calvino, Savonarola, etc. Não quero dizer que não tiveram parte nos acontecimentos, pois esse seria o erro do outro extremo, mas de identificar neles a “causa primeira”, o que os permitiu o ímpeto reformador, quem gerou neles o anelo pelas escrituras sagradas? Ou mesmo, seriam eles criadores de outra religião? Em resposta, cito o próprio Lutero, que, creio eu, nem tomou conta da repercusão que suas 95 teses teriam na posteridade, pelo contrário, depois de afixá-las como um ato natural de quem conheceu as escrituras, e principalmente, o Deus que as escreveu, voltou a dirigir a mesma paróquia de que era pastor.
Há problemas que advém de querer a glória de ser precursor, e conhecemos o final que terá aquele que nos incita a roubar a glória que é devida a Deus. Acredito que todos os exemplos que devemos seguir tiveram momentos em que se orgulharam, pois isso, naturalmente decorre da rebelião humana contra Deus, mas a caracteristica que predominava, era a de homens humildes transformados pelo Espírito Santo de Deus (Mt 5.3,5 – Sl 37.11). Depois disso, não nos é mais estranho o fato de que esses “heróis” se consideravam “piores pecadores” (1Tm 1.15). Quem vos escreve, já teve, por vezes, a vontade de ser um cara com o nome conhecido, lembrado, de ter o ego afagado por elogios, e isso é um reconhecimento, porém sempre peço a Deus que quebre as minhas pernas quando eu estiver achando que posso andar sozinho, que sou pioneiro de algo…

Por Helvio Henrique de Campos

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…porque mesmo uma verdade, se pronunciada sem amor…

21-Agosto-2007

“Há muitas palavras que já decoramos e poucas que já vivemos.” Essa frase tem martelado minha cabeça nesses dias. Você me perguntaria porque? Porque tenho me deparado com a minha miséria sem Cristo, minha impotência sem Cristo. Você perguntaria novamente, mas você não é salvo? Sim, não há nada que possamos fazer nessa Terra que pague o que recebemos de graça. Mas ainda uma coisa me perturba, aliás, isso também não é uma questão nova. O propósito de Deus é somente a salvação? Tem em vista somente nos salvar do inferno? De tão batido o enfoque, provocaria uma resposta quase unânime (e esta resposta também sairia da minha boca), “Não”, fui salvo para ter comunhão com Deus, pois Genesis nos conta que no Édem Deus criou o homem e tinha comunhão com ele, no fim da tarde os dois batiam aquele papo. Verdades, verdades que já ouvimos, já pronunciamos, já cantamos, já panfletamos, e não vou dizer que não vivemos, vou dizer que já vivi sim e que muitos já viveram. Então, essa palavra precisa nos animar, pois já colocamos a mão no arado, e espero que não sucumbamos à vontade de olhar para trás. Quanto ao inferno, sempre pensei que a maior dor, não será a física, mas sim remorso de ter ouvido e não ter acreditado, de ter acolhido, de início, as palavras de bondade, porém, ter se deixado entranhar pelo julgamento, pela cólera, pelo falar mal, enfim, pela cobiça do pecado. Em uma vigília, há alguns dias atrás chorei tanto, por sentir que minhas palavras de julgamento, ao contrário de serem endereçadas a quem quer que seja (pessoas, instituições, igrejas, etc.) eram endereçadas ao próprio Jesus, meus pecados estavam sobre Ele no Calvário, como não lembrar dos inumeros versículos (2Pe 2.24, Is 53.5, etc.)
Somos tentados, como Pedro, a defender o Senhor Jesus, desferindo golpes contra nosso semelhante e nos surpreendemos, ou não, quando num ato de extrema doçura, o Senhor abaixa-se afim de apoiar o atingido e o cura física e emocionalmente. Isso acontece porque nos esquecemos que outrora estavamos do outro lado, golpeados, desnorteados, abatidos e que fomos consolados com igual amor. Sinceramente, espero que a chama que ardeu dentro de mim me leve a viver esse amor que tudo compartilha, tudo sofre, tudo suporta, o amor descrito em 1Coríntios 13. Não deixaremos de falar as verdades, mas as falaremos com a mesma ternura e amor que Jesus demonstrou com a mulher que os fariseus e escribas queriam apedrejar (Jo 8), porque mesmo uma verdade, se pronunciada sem amor, mata (parafraseando o que ouvi da minha noiva). Por fim, estou alegre com os sonhos que Deus gerou em meu coração, alguns deles já tenho visto se cumprirem e este blog é o início de um deles…

Por Helvio Henrique de Campos

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Este será a nossa paz

16-Agosto-2007

cd Jesus Broken - The MorningStar Youth Band

Aquele cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Jesus nasceu em Belém, local onde hoje é ponto de peregrinação para milhares de pessoas anualmente, no entanto, tomemos lição com aqueles que nasceram e viveram antes sequer de Jesus nascer aqui na Terra, como o autor do nosso título, por exemplo, Miquéias, cuja profecia de que Jesus nasceria em Belém se cumpriu sete séculos mais tarde. É relevante o fato de que nosso conhecimento ortodoxo da Bíblia, ou status religioso, ou sequer o freqüentarmos regulamente uma igreja não nos garantem vermos o que Jesus faz em nossos dias, porque esse é o grande diferencial do cristianismo, o fato de que nosso Deus está vivo!
Ele é desde a eternidade, ou seja, sempre existiu e para sempre existirá. Vivemos a maior parte de nossos dias tentando satisfazer expectativas. Expectativas que a família quer ver supridas; a sociedade quer nos devorar impondo-nos padrões de comportamento e de consumo, mas, principalmente, nós mesmos, expectativas que nossa alma cobra-nos à todo instante para serem supridas. Porém, Jesus, nascido em Belém, é o único grande o suficiente para satisfazer e até mesmo exceder as mais profundas exigências de nossa natureza misteriosa e profunda. Portanto, podemos desejar em nosso coração viver seguindo a direção de Deus, pois quando temos paz, nosso coração está satisfeito, e o único com poder suficiente para satisfazer as expectativas de nossa alma e a direção para qual Deus nos aponta todos os dias gritando de Seu Trono, é Jesus!

E este será a nossa paz.

Por Emilie Faedo Della Giustina.