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Panfleto: Sozinho?

9-Maio-2008

 Esse é o texto de um antigo panfleto com uma mensagem evangelística que iríamos fazer:

“Nos últimos dias de sua vida aqui na terra, Jesus se sentiu sozinho porque o peso dos pecados da humanidade estavam sobre os Seus ombros, e por isso nem mesmo Deus Pai podia estar com ele. Ele disse no momento anterior a Sua morte: Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste! Ele esteve sozinho, para que os que se sentissem sós encontrassem Nele um amigo, foi cuspido para ser a mão estendida aos humilhados, levou sobre si os nossos pecados para que pudéssemos encontrar nele, salvação para a nossa alma e para que pudéssemos nos tornar filhos de Deus. Nenhuma placa, nenhum mandamento humano, nenhuma prece a pessoas que já se foram, nenhuma superstição, nada disso pode nos redimir do nosso pecado. Há uma única coisa que pode!!! Nos rendermos em aceitação ao sacrifício que Ele fez por nós na cruz. A única coisa que pode nos salvar da morte eterna é a cruz. Ele quer restaurar-nos a condição para a qual nos fomos criados, para adorá-lo e ter-mos um relacionamento de pai e filho com Ele, essa condição foi retirada do homem quando o pecado entrou no mundo, por meio do próprio homem. Quando Adão e Eva pecaram, eles não podiam mais ter a comunhão que tinham com Deus no Jardim do Édem, o pecado trouxe culpa, trouxe vergonha, trouxe morte…
Mas Deus ainda assim nos amou!!! Amou de uma tal maneira que entregou seu próprio filho para a morte, porque a única maneira de nos redimir era o sangue de um Justo, o sangue do único que não teve pecado.

Essa é a mensagem do Reino de Deus, a Cruz!!!
A mensagem do amor, a Cruz!!!
A mensagem do perdão, a Cruz!!!
A mensagem da reconciliação, a Cruz!!!
A mensagem do único Justo, a Cruz!!!

Se você aceita essa mensagem de amor que Deus te deixou, faça uma simples oração repetindo estas palavras:
Deus, eu sou um pecador e aceito a mensagem da cruz como a única coisa que pode me salvar da morte. Eu quero ser teu filho, por isso reconheço o que o Teu filho Jesus fez por mim na cruz.

Essa mensagem que passamos neste folheto está contida na Bíblia. Se você tem uma em casa, leia-a, ela foi a palavra que Deus deixou para os que se tornaram Seus filhos seguirem. Se você não tem uma, procure a ajuda de quem lhe entregou este folheto, ou vá a uma igreja e mostre este folheto para quem lhe atender e peça ajuda.”

 

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…porque mesmo uma verdade, se pronunciada sem amor…

21-Agosto-2007

“Há muitas palavras que já decoramos e poucas que já vivemos.” Essa frase tem martelado minha cabeça nesses dias. Você me perguntaria porque? Porque tenho me deparado com a minha miséria sem Cristo, minha impotência sem Cristo. Você perguntaria novamente, mas você não é salvo? Sim, não há nada que possamos fazer nessa Terra que pague o que recebemos de graça. Mas ainda uma coisa me perturba, aliás, isso também não é uma questão nova. O propósito de Deus é somente a salvação? Tem em vista somente nos salvar do inferno? De tão batido o enfoque, provocaria uma resposta quase unânime (e esta resposta também sairia da minha boca), “Não”, fui salvo para ter comunhão com Deus, pois Genesis nos conta que no Édem Deus criou o homem e tinha comunhão com ele, no fim da tarde os dois batiam aquele papo. Verdades, verdades que já ouvimos, já pronunciamos, já cantamos, já panfletamos, e não vou dizer que não vivemos, vou dizer que já vivi sim e que muitos já viveram. Então, essa palavra precisa nos animar, pois já colocamos a mão no arado, e espero que não sucumbamos à vontade de olhar para trás. Quanto ao inferno, sempre pensei que a maior dor, não será a física, mas sim remorso de ter ouvido e não ter acreditado, de ter acolhido, de início, as palavras de bondade, porém, ter se deixado entranhar pelo julgamento, pela cólera, pelo falar mal, enfim, pela cobiça do pecado. Em uma vigília, há alguns dias atrás chorei tanto, por sentir que minhas palavras de julgamento, ao contrário de serem endereçadas a quem quer que seja (pessoas, instituições, igrejas, etc.) eram endereçadas ao próprio Jesus, meus pecados estavam sobre Ele no Calvário, como não lembrar dos inumeros versículos (2Pe 2.24, Is 53.5, etc.)
Somos tentados, como Pedro, a defender o Senhor Jesus, desferindo golpes contra nosso semelhante e nos surpreendemos, ou não, quando num ato de extrema doçura, o Senhor abaixa-se afim de apoiar o atingido e o cura física e emocionalmente. Isso acontece porque nos esquecemos que outrora estavamos do outro lado, golpeados, desnorteados, abatidos e que fomos consolados com igual amor. Sinceramente, espero que a chama que ardeu dentro de mim me leve a viver esse amor que tudo compartilha, tudo sofre, tudo suporta, o amor descrito em 1Coríntios 13. Não deixaremos de falar as verdades, mas as falaremos com a mesma ternura e amor que Jesus demonstrou com a mulher que os fariseus e escribas queriam apedrejar (Jo 8), porque mesmo uma verdade, se pronunciada sem amor, mata (parafraseando o que ouvi da minha noiva). Por fim, estou alegre com os sonhos que Deus gerou em meu coração, alguns deles já tenho visto se cumprirem e este blog é o início de um deles…

Por Helvio Henrique de Campos